domingo, 3 de fevereiro de 2013

entre o vai e vem


No compasso do samba
entre o vai e vem,
quando saímos do ritmo?

A música parou de tocar
meu corpo se separou do seu
mirou a saída
não houve trava
não houve condução
sem mais voleios

Só o silêncio ocupa meus ouvidos
a ausência do toque marca a minha pele

Meus pés ainda buscam a dança
desejam a melodia
esperam o corpo encaixado

Mas minha alma sabe que deve partir
e
se
parte

os pedaços
se espalham pela rua
e se confundem
com o branco ar da lua

Danço agora
um bolero suave
com a brisa da madrugada
por entre
as sombras da calçada.

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