segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Na eternidade daquele instante
Dia de Macarronada
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Entre a primavera e o estio
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Meu segredo
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Psiu
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Aula de Literatura III- Dicionário Poético
Baseado no livro Pequeno dicionário poético de Adriana Falcão
- Amigo
- Amizade
- Gol
- Imaginação
- Vontade
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Aula de Literatura II- Poesia nonsense
Baseado no começo de alguns versos de Ségio Capparelli
- Vaca Diabética
e pediu um guaraná
Mas o atendente falou que não
a vaca tinha diabetes
Pediu então
Um suco de limão.
(Igor Sparvoli)
- Uma vaca
- Acordei
- Muito esquisito
- Dentro de um quadrado
- Procura
- Mosquito
- Diálogo Maluco
- Sanduíche de mosquito
- Banho de lama
(Maria Fernanda)
- Brincalhão
- A vaca Malhada
Aula de Literatura I- Tema Livre
Alunos do colégio Criarte-Rio Preto
- Cabe tudo no caderno
- Amizade
- O amor de onde vem?!?!??
- Noite
- O amor
- Pra você
(Yasmin Miotto)
- Pessoas
São sonhadores
- Amor
- Madrugada
- Um tonto
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Matemática para tentar te encontrar
Sei que El Niño e La Niña se revezam nas chuvas ou na seca do nordeste; Halley dá o ar da graça uma vez a cada 76 anos, numas vezes de forma excepcional, noutras decepcionante; sei também que a primavera vive seguindo o inverno sem nunca alcançá-lo...
Porém ainda falta definir seu ciclo, para isso terei que verificar as voltas dos golfinhos na Baía de São Marcos e as flores no altar de Nossa Senhora da Vitória, para que, junto ao número de folhinhas da figueira que existe no meu caminho para casa, forme uma equação infinita.
Por vezes, queria definir seu rastro, sua direção, saber seu próximo pouso, me antecipar ao seu passo... mas minha matemática não é tão boa assim.
Desse modo, só me resta olhar pela vidraça e contar o universo esperando que, entre uma escala e outra, você tropique de novo no meu mundo.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Sazonal
é uma onda do mar
vem e vai
não consigo pegar
nem aqui
nem lá
Não há como controlar seu tempo
suas estações
do outono ao verão
do se fechar ao se permitir
Enquanto vem e vai
neste e naquele
estar ou não estar
passa a ser a questão
que engrena os pensamentos
Sem ter como prever,
invariavelmente
o perto se torna longe
o beijo, um adeus
o carinho, um aceno
e o aqui, lá outra vez.
domingo, 21 de agosto de 2011
No mar
sem olhar pra trás
na esperança de nunca mais voltar
Com meio coração trancado no peito
em terra ela jaz
quem sabe um dia ele volta a pulsar
a outra metade está
para sempre
sepultada no mar
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Do mar...
aportou na praia
ainda perdido
trazia as cicatrizes
falava quase nada
uns minutos de atenção
o suficiente para recobrar o fôlego
e na onda seguinte
foi
A vida seguiu
A lembrança acompanhava a maré
Até que um dia ele apareceu de novo
quase sem marcas
trazia o vinho
de um reino distante
contava histórias de outros campos
a encantou
Ele acordava enquanto ela sonhava
mas o mar sempre o levava de volta
o reino estrangeiro ainda o prendia
Nos poucos momentos de fuga,
ele dançava pelo Atlântico
em busca dos dedos entre os cabelos
do carinho no rosto
do encaixe da mão
da boca no canto dos lábios
do tato descobrindo o corpo
calor
Os olhos no horizonte
buscam os olhos do outro lado
buscam os braços no sono tranquilo
buscam o sentimento guardado
na caixa esquecida
Agora, estão assim
com um oceano entre eles
fitando a lua cheia
esperando a próxima maré
aguardando o próximo encontro
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Meu mundo antigo
ainda espero o céu verde sobre o gramado azul
quero o carinho guardado na alma
quero o futuro escondido na gaveta trancada
desejo uma nova manhã
talvez um novo jardim
sinto o peso do relógio
sinto o gosto da água ocupando meus pulmões
anseio a chegada de quem eu não conheço
a porta inabalável
mas não há mais flores
não há mais cor
noite limpa
sem lua e sem estrelas
domingo, 3 de julho de 2011
redemoinho encarnado
em instantes não há mais azul
nem verde
nem dourado
nem branco
As roupas do varal se camuflam
As árvores se assustam
O Sol tímido prefere se esconder
O firmamento de sangue permanece
O pouco que resta de lua brinca de pique comigo
entre pesadas nuvens rubras
O vento gelado entra pelos meus ossos
Mistura-se ao meu sangue
O corpo treme incessantemente
não há controle
não há paz
não há luz
Os joelhos miram a rua
ânsia de corrida
Os pés não obedecem
gelo que paralisa
O coração quase para
sangue-de-drago
resina
O céu escarlate pende sobre minha cabeça
O ar forma barro nos pulmões
seca
No meio do redemoinho encarnado
não há mais ninguém
Nem saci
Nem eu
quarta-feira, 29 de junho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
Ao(s) meu(s) amor(es)
não posso lhe declarar meu amor único e verdadeiro
Eu já amei antes
No colégio, era apaixonada por um colega
amor velado
silencioso
fazia meu coração parar
e meu corpo tremer.
Na adolescência,
amei perdidamente,
à moda Capuleto,
um rapaz que vi uma única vez
foi muito tempo
na busca
de mais um olhar
mais um toque
um único beijo.
Conheci a paixão
na maioridade
violenta
intensa
e fugaz
deixou marcas e cicatrizes
difíceis de esquecer
impossíveis de remover.
Durante a faculdade,
veio de mansinho
um amor tranquilo
-no momento de calmaria-
avassalador
-durante a tempestade-
e entre chuva e bonança
construímos uma vida.
Até a água acumulada levar quase tudo
Já adulta,
meu amor chegou em outra forma
palavras carinhos ouvido e ombro
a distância e a proximidade
ao mesmo tempo
o tempo para mim e para ele
sem imediatismo
sem pressa
Mas não posso lhe afirmar meu amor único,
pois não o é.
Tive vários amores
todos importantes
cada um no seu tempo.
Eles permanecem lá,
no meu coração,
intactos.
Eu é que sou diferente.
domingo, 19 de junho de 2011
Poema Lexical
pela Terra passeando
e estudando
e, como não podia deixar de ser,
trabalhando...
Eles não são daqui
não tentam a sorte na loteria
embora gostem da ideia do milhão
Euros
...
espertos
...
Não buscam o frenesi dos jogo com bola
gostam de jogos com palavras
ambiguidade
metáfora
polissemia
elipse
zeugma
hipérbole
_________curva ou não
a existência de uma forma não exclui a outra
as herméticas exigem um significado
Grego
ou
Romano?
papirófilo
ou
chartamaníaco?
mas eles não acreditam na sorte
não conferem os bilhetes...
por vezes, queriam estar juntos
todavia os caminhos
-e os planetas-
são diferentes
os encontros acontecem pela madrugada
à distância...
aqui e ali
o mundo no bolso
sobre as camas
até acabarem as baterias
domingo, 12 de junho de 2011
Metamorfose
carinhos
cuidado
proteção
ela se acostumou
gostava
o toque
a tranquilidade
a leveza
a paz
tudo se encaixando
Sob o céu de baunilha
vida de margarina
mas a noite chegou
mais cedo que o esperado
e escuridão invadiu o corpo
já tão desacostumado
vieram junto
a ausência
a distância
o frio
o perigo
o peso
a mentira
inesperada
tola
inútil
o quebra cabeça
desmanchado sobre a mesa
não há mais mãos
pra juntá-lo
não há mais esperança
para fazê-lo
a dor paralisa
o frio congela
o coração para
de novo
O breu se aproxima rapidamente
não está sozinha
o medo a acompanha
sábado, 23 de abril de 2011
claustrofobia
a brisa salgada
a noite escura
e o cheiro do mar
chegam devagarinho
mas ele está lá
fechado entre o quarto e a cozinha
com os pensamentos a lhe consumir
a boca formiga
a mão sua
o vento balança as cortinas
o ar não preenche seus pulmões
o corpo já não se cabe mais
o sangue
o copo
a tinta
explodem de ânsia
saca os fones
talvez o som ocupe
o vazio revolto
não é só
o coração diminuto ainda não se fez contente
precisa de mais
consistência inconstante
a casa diminui
o teto desce
o espaço se anula
ao lado
a porta
saída
a maneira de escapar
fugir
sai
agora
para onde ir?
não importa
o lado de fora
cansa o corpo
areja a alma
aos poucos,
o breu entra pelos poros
ocupa o espaço
reestabelece o frágil equilíbrio
terça-feira, 5 de abril de 2011
Pena em processo
Entre nuvens e chuvas
Pelo sol e pela brisa
Roda roda
Rodopia
Pia pia
Pião.
Volta feliz
Pena embebida em algodão
Vai devagar
Vagando
Andante
Busca o tato
Contato
Vida vibrante.
Por fim
choro
vazio
no chão,
pena esquecida.
domingo, 27 de março de 2011
Noite de Ártico
O calor e a esperança,
a luz e o futuro
se esconderam pelas sombras.
A noite sem lua vem surgindo,
o medo ganha espaço,
o caminho desaparece entre a penumbra,
os olhos demorarão a acostumar.
Os lobos estão a espreita,
eu sei,
esperam um descuido,
um passo mal dado,
sentem o cheiro da solidão.
será uma noite de ártico,
longa e fria.
quarta-feira, 2 de março de 2011
eu
tenho medo de que meus pés se percam no caminho entre um país e outro
de vez em quando, acredito que minhas pernas são curtas demais para alcançar meus mundos
será que posso cair no abismo que os separa?
mas levo o coração aberto
embora o peito fechado
na certeza de que sigo vivendo
pelo caminho navegando
por vezes olhando o céu
me guiando pelas estrelas
por vezes admirando a lua
das poças que encontro pela estrada depois da chuva.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sol de fotografia
o sol desponta
há quanto tempo?
a névoa permanece
a dor permanece
o frio permanece
o escuro permanece
a indecisão
a falta
os calos
os caminhos aparecem
os pés no chão
o peito nas costas
a cabeça nas nuvens
não há para onde ir
o movimento estático
o sol de fotografia
os músculos não obedecem
amanhece
e anoitece
ao mesmo tempo
no instante da alma
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
entre a vontade e o temer
da coragem diante do enfrentamento
da volúpia do ser
mas a alma calejou
a água parece assustadora
o coração bate ressabiado
a mão avança
o corpo paralisa
o movimento recua
querer e não querer
no mesmo instante de tempo
a vontade e o temer
como numa rajada de vento
entre o desejar e o fazer
entre o receio e o meio
parada
sozinha
estou
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
A Palavra dentro de mim
há uma Palavra a me incomodar
inserida em mim
passeia pelo meu corpo
anda pelo coração
em uns instantes está no estômago
outros nos meus pensamentos
mas nunca chega a minha mão.
queria falar da tranquilidade
e do bem querer
queria transmitir tudo
que está aqui
queria descrever a maciez da voz
que ocupa meu ouvido
queria a Palavra
que concentrasse meus sentimentos
ficando ali sempre
expressa e viva no papel
assim, um dia de repente, poderia voltar
sorrateiramente para dentro de mim
carregando toda essa paz e esse amor
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
composição
mil marcas
as causas ficaram no passado
as cicatrizes levará para o futuro
no coração
inúmeros pesos
seus amores
e seus dissabores
na alma
um milhão de penas
algumas pesadas encharcadas de lágrimas
outras levam o ar leve da manhã
na mente
o singular
e também o ordinário
no caminho
pedras que machucam
terra que marca
a pisada e a roupa
no ar as nuvens
marcam a rota
a opção
de levantar voo
quando necessário
ou não
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Leve
corpo flutuando
o corpo na superfície da água
a alma vagando no céu
entre nuvens
buscando caminhos nas curvas estranhas
chegando
tão perto e tão longe
mas com a felicidade dentro
leva assim bem leve
a vida
o vento vai levar
e com o tempo
sei que vai voltar
com sua boca
com seu jeito
com sua voz
com seu beijo
saudades caminham aqui dentro
não machucam
deixam apenas
uma vontade
de te ter
de novo
te espero
te quero
por perto
leve
em breve
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Só dói
- Mas o que, senhora?
- O corpo.
- A cabeça?
- É, mas não só.
- As pernas?
- Também mas a dor começa no peito e se espalha pelo resto, quando percebo, formiga e dói.
- Muito?
- O bastante para perder a noção de tempo e a sensação de presença.
O olhar fixo nela por um instante. Análise do caso. Procura no computador.Vasculha a grossa lista.
Fecha e livro e dá a sentença.
- Sinto, mas o remédio pra'alma acabou-se ontem, anda em falta no mercado.
- E agora?
- Não há o que fazer... pode-se tentar acostumar.
Respira, vira, sai. Sem opção tenta se habituar com a dor até hoje...
domingo, 19 de setembro de 2010
a paz daquele instante
a alma a tranquilidade do último toque
o sentimento que invadiu e paralisou
naquele instante
o desejo guardado entre a garanta e o lábio
da palavra que ainda não foi dita
do carinho que ainda não foi dado
como
segurar a sua mão?
acariciar o seu rosto?
sentir o seu calor?
deitar no seu braço
e ouvir a sua respiração?
como se a vida tivesse parado
e que nada da porta para fora importasse...
Como se o mundo estivesse imóvel nesse instante...
domingo, 12 de setembro de 2010
no lado bom da memória
a vida que passou
os deixou longe
Uma conversa sobre o tempo
o tempo que dá voltas
os trouxe ao mesmo lugar
Uma conversa sobre as histórias
as histórias que foram construídas
os uniu nessa noite
Uma noite
especial
Uma noite
magicamente clara
Uma noite
sem planos
sem expectativas
Uma noite
apenas noite
Uma noite
para ficar guardada
no lado bom da memória.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
anéis de vidro
o corpo formiga
talvez não se aguente mais
os pés estão marcados
a alma machucada
o peso é enorme
anéis falsos
vidros que se quebram sem perceber
ferem os dedos e mais...
o tempo passa insolente
não nota o coração a bater
len
ta
men
te
lentamente a vida passa
levando os amores com ela
deixa só lágrimas e marcas
que um dia vão passar
também
no final,
sobrevivência
nessa roda que não para de girar
quinta-feira, 3 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Corpo Vazio
derreteram-se entre os dedos
trêmulos
ansiosos
angustiados
inúteis
Caem desfeitos
irreconhecíveis
estropiados
no chão
Asfalto quente
restos de sonhos evaporados
vapor d'água
vapor de sonho
por todo canto
A vida
suspensa
pausada
Olhos
turvos
fixos
no triste desenho
no caminho
pingado
Chove de mansinho
água com água
sonho com solo
Alma
molhada
pesada
encharcada
bêbada
Escorrega
esvai-se com a enxurrada
afasta-se
no asfalto quente
molhado
colorido
pelos pingos
dos sonhos derretidos
domingo, 16 de maio de 2010
Virada Cultural
18h
Abertura Oficial com o espetáculo Estado Independente- Cia Borelli de Dança [DANÇA]
Local: TEATRO MUNICIPAL
18h30
DJ Ney Faustini [MÚSICA]
Local: PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
19h
Intervenção de Graffiti com o artista Boleta [GRAFFITI]
Local: AO LADO DO PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
19h30
Grooveria [MÚSICA]
Local: PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
20h - 22 de maio a 21 de junho
Abertura da Exposição "Encontro Marcado com Fernando Sabino" [ARTES VISUAIS]
Local: Casa de Cultura Dinorath do Valle
20h
CineGoethe – Em Julho [CINEMA]
Local: CINE ELDORADO
20h
Cortejo de Maracatu – Cia Caracaxá [CULTURA POPULAR]
Local: ECO
20h30
Intervenção Circense com Irmãos Marambio I [CIRCO]
Local: EM FRENTE AO PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
20h30
Cartas a um Jovem Poeta – Ivo Müller [TEATRO]
Local: TEATRO MUNICIPAL
21h
Banda Megido [MÚSICA]
Local: PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
21h
Jam de Danças Urbanas - Cia. Discípulos do Ritmo e Convidados [DANÇA]**
Local: SESC RIO PRETO [ÁREA DA CONVIVÊNCIA]
21h30
B.E.C.O (B.boys em Construção Original) – Grupo Zumb.boys [DANÇA]
Local: ECO
22h
CineGoethe - Crazy [CINEMA]
Local: CINE ELDORADO
22h
Intervenção Circense com Irmãos Marambio I [CIRCO]
Local: EM FRENTE AO PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
22h30
As Pagus [TEATRO]
Local: TEATRO MUNICIPAL
22h30
Tem Galega no Samba [MÚSICA]
Local: PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
23h
Intervenção Circense com Irmãos Marambio I [CIRCO]
Local: EM FRENTE AO PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
0h
Diogo Nogueira [MÚSICA]
Local: PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
0h30
Catacumbas [CINEMA]
Local: CINE ELDORADO
0h30
Thalma de Freitas [MÚSICA]
Local: TEATRO MUNICIPAL
01h30
DJ Ney Faustini [MÚSICA]
Local: PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
02h
Afro-bege - Robson Nunes [TEATRO]
Local: TEATRO MUNICIPAL
02h30
Matadores de vampiras lésbicas [CINEMA]
Local: CINE ELDORADO
11h
100+ Nem Menos- Cia Noz de Teatro [TEATRO INFANTIL]
Local: TEATRO MUNICIPAL
11h30
Som de Um - Renato Gagliardi [MÚSICA] **
Local: SESC RIO PRETO
13h
Enquanto Houver Encanto - Grupo Oculto do Aparente [CIRCO]
Local: TEATRO MUNICIPAL
14h
Milocovik [MÚSICA]
Local: PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
14h
Garoto Cósmico [CINEMA]
Local: CINE ELDORADO
15h
Tem Gonzaga no Molho - Carlinhos Antunes & Quinteto Mundano [MÚSICA]
Local: TEATRO MUNICIPAL
15h
Tuingo e Batatinha - A Dupla de “2” Gigantes – Cia. BuBiÔ, FicÔ LÔ! [CIRCO]
Local: ECO
15h30
Vivendo do Ócio [MÚSICA]
Local: PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
16h
Intervenção Circense com Irmãos Marambio I [CIRCO]
Local: EM FRENTE AO TEATRO MUNICIPAL [REPRESA]
16h
Festival do Minuto – Os Melhores de 2009 [CINEMA]
Local: CINE ELDORADO
16h
TAÍ... NA-NI-CA!!! - Cia da Casa Amarela [TEATRO] **
Local: SESC RIO PRETO [TEATRO]
16h30
Badi Assad [MÚSICA]
Local: TEATRO MUNICIPAL
17h
KAMI [MÚSICA]**
Local: SESC RIO PRETO [LANCHONETE]
17h
Mudhoney [MÚSICA]
Local: PALCO EXTERNO - ANFITEATRO NELSON CASTRO [REPRESA]
quinta-feira, 29 de abril de 2010
balanço
o calor de repente chora
a nuvem pode esconder o luar
a lua por vezes elide o sol
a água pesada muitas vezes corre sem barreiras
a água acanhada mesmo sem querer sobe ao infinito
o caminho não permanece sempre reto
a curva uma hora se endireita
a vida eternamente no vai-e-vem
nosso destino no balanço do tem-não-tem
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Gosto
Gosto de flores
Gosto de poemas
Gosto de amores
Gosto de ficar junto
Gosto de carinho
Gosto de passear
de mãos dadas pelo caminho
Gosto de beijo
Gosto de cafuné
Gosto do seu jeito
de alisar o meu cabelo
Gosto de ver a Lua
Gosto de jogar conversa fora
Gosto de dormir
sem você me deixar ir embora
E como quem não quer nada
assim vou ficando
Com um dia de cada
de repente estou lhe amando
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Bienal do Livro em Rio Preto
Abaixo segue a programação, grifei as atividades em que eu gostaria de ir... mas sintam-se à vontade para usar e abusar desta chance!!!!
Programação
30 de Abril (Sexta-feira)
8h Espetáculo: Pai do Mato Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
14h Espetáculo: Pai do Mato Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
20h Partimpim Dois Adriana Calcanhotto Palavra Sensorial
1ª de Maio (Sábado)
9h30 Pedagogia da Gentileza Gabriel Chalita Palavra Exposta
20h Tocar na Banda Vânia Bastos Palavra Sensorial
20h30 As várias Faces de Hilda Hilst Rosaly Papadopol Palavra em Cena
2 de Maio (Domingo)
10h Ética e Mìdia Caio Túlio Costa Palavra Exposta
14h30 Leitura de Poemas Antônio Calloni Palavra Em Cena
15h Pobre Gosta de Luxo, Quem Gosta de Miséria é Intelectual Joãosinho Trinta Palavra Exposta
3 de Maio (Segunda-feira)
8h Espetáculo: Traquinagens Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
10h Música Poesia Maritza Nuñes Palavra Lúdica
14h Espetáculo: Traquinagens Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
15h30 Oficina: O Dia do Saci: contos e curiosidades Hamilton Luiz Pereira Palavra Lúdica
16h Nabuco e a civilização brasileira Daniel Piza Palavra Exposta
19h Fontes da Criação Literária Alfredo Leme Coelho de Carvalho, Salvatore D'Onofrio, Antônio Manoel dos Santos Silva, Hygia Therezinha Calmon Ferreira, Zêqui Elias e Rosalie Gallo y Sanches. Palavra Exposta
19h30 Apresentação Escola Viva Palavra Sensorial
20h Exibição do Filme: Tieta do Agreste Cacá Diegues Palavra Filmada
20h30 Show: Meninos de ouro da Missão Resgate Missão Resgate Palavra Sensorial
4 de Maio (Terça-feira)
8h Espetáculo: Magia Musical Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
10h Oficina: Quebra-Cabeças dos Contos de Fadas Ingrid Biesemeyer Palavra Lúdica
14h Espetáculo: Magia Musical Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
15h30 Espetáculo: Candim Cia. da Casa Amarela Palavra Lúdica
16h Ponto de Cultura: O Brasil de Baixo Para Cima Célio Turino Palavra Exposta
19h Como conquistar quem não gosta de ler Pedro Bandeira Palavra Exposta
19h30 Apresentação de Dança Aprodança Palavra Sensorial
20h Exibição do Filme: O Grande Mentecapto Oswaldo Caldeira Palavra Filmada
20h30 A Palavra Poética em Cena Hélio Cícero Palavra Em Cena
5 de Maio (Quarta-feira)
8h Espetáculo: Música Maestro Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
10h A História do Livro no Brasil Gentil de Faria Palavra Exposta
10h De onde veio a palavra que veio da palavra de onde veio? Cia. Forrobodó de Teatro e Cultura Popular Palavra Lúdica
14h Espetáculo: Música Maestro Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
15h30 Música Poesia Maritza Nuñes Palavra Lúdica
18h Processo de criação: inspiração existe? Qual o papel do professor na formação do autor e do leitor? Ignácio de Loyola Brandão Palavra Exposta
19h30 Mostra Regional Projeto Guri Projeto Guri Palavra Sensorial
20h O Código da Inteligência - A Excelência Profissional e Emocional Augusto Cury Palavra Exposta
20h Exibição do Filme: Memórias Postumas de Brás Cubas André Klotzel Palavra Filmada
6 de Maio (Quinta-feira)
8h Espetáculo: "Menino, vou te contá" Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
10h Oficina: Brincando de Ilustrar Mileny Goto Palavra Lúdica
14h Espetáculo: "Menino, vou te contá" Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
15h Valores e Competências da Educação Familiar e a da Escolar Rosely Sayão Palavra Exposta
15h30 Palavra Sonora Preto Moreno Palavra Lúdica
18h A Nossa Língua Pasquale Cipro Neto Palavra Exposta
19h30 Show de Hip Hop Casa do Hip Hop Palavra Sensorial
20h O Velho, o Novo e os Novíssimos Testamentos José Roberto Torero Palavra Exposta
20h Exibição do Filme: Quincas Borba Roberto Santos Palavra Filmada
20h30 Memórias do Mundo: Um Olhar sobre Borges João Paulo Lorenzon Palavra Em Cena
7 de Maio (Sexta-feira)
8h Espetáculo: Respeitável Público Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
10h Filosofia e Literatura Márcia Tiburi Palavra Exposta
10h Espetáculo: A Mulher Que Matou os Peixes Cia Poleiro dos Anjos Palavra Lúdica
11h30 às 12h30 Abertura Solene e apresentação das escritoras III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras Palavra Exposta
14h Espetáculo: Respeitável Público Cia. Manoel Kobachuk Palavra Sensorial
15h30 Espetáculo: Princesa Diva, Adivinha Cia. Da Boca Palavra Lúdica
15h às 18h Palestras:
Amor e Criação. A Mulher e o Desejo - Mônica López Bordon (Espanha)
Diálogo e Preconceito - Isabel Hernandez (Brasil) Alicia Torres (Uruguai)
Sagração do Alfabeto - Leonor Scliar (Brasil)
A mulher e a criatividade” - Bella Ventura (Colombia)
Mediadora – Nilce Lodi (Brasil) III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras Palavra Exposta
18h Café Literário – Homenagem a Raquel de Queiroz III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras Palavra Exposta
18h30 Estética da Oralidade: Literatura Oral Popular Romildo Sant'Anna Palavra Exposta
20h Criação Literária Moacyr Jaime Scliar Palavra Exposta
20h Exibição do Filme: Tieta do Agreste Cacá Diegues Palavra Filmada
20h Pocket Show Wagnão Moraes e Lívia Palavra Sensorial
8 de Maio (Sábado)
10h às 13h Palestras: O desenvolvimento humano das mulhere e sua promoção artístico-literária - Vidaluz Meneses (Nicarágua)
A literatua como forma de vida na nova era - Lara Moreno (Espanha)
A literatura na educação básica: os óculos do Pajé na escola - Niminon Suzel Pinheiro Brasil)
A Narrativa Poética - Glória Dávila (Peru) III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras Palavra Exposta
14h30 Leitura de contos infantis Zé do Caixão Palavra Lúdica
15h às 18h Palestras:
Metade Cara, Metade Máscara - Eliane Potiguara (Brasil)
Amanda Pedroso (Paraguai)
Escritoras Latinoamericanas: a construção do espaço da autora - Araceli Otamendi (Argentina)
O Profissionalismo: a importância para a credibilidade da mulher - Cristina De La Concha (México)
Mediadora: Nilsa Amaral III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras Palavra Exposta
18h às 20h Café Literário e Encerramento III Jornada Internacional das Mulheres Escritoras Palavra Exposta
20h O Ofício do Escritor e a Literatura Policial Mário Prata Palavra Exposta
20h Show: Tunai Acústico – 25... Ou Mais Tunai Palavra Sensorial
9 de Maio (Domingo)
15h Me Leva Mundão Maurício Kubrusly Palavra Exposta
15h Os Sertões: a Terra, o Homem, a Luta Pascoal da Conceição Palavra Em Cena
Todos os direitos reservados
domingo, 18 de abril de 2010
O Relógio
Sua precisão
Seus ponteiros
Seus números
Sua falta de tempo
E, aborrecido da vida
Fugiu de casa
Para nunca mais voltar
domingo, 28 de março de 2010
Meu menino em seu reino
no seu pequeno reino
entre poemas
e quadrinhos
entre o violão
e a tv
meu menino está lá
labirinticamente escondido
entre as cores e o branco
entre Che e Amélie
hipnotizado pela beleza
seduzido pelo som
meu menino
reinando sozinho
esperando sua princesa
que chega de mansinho
procurando se aconchegar
num canto escondido.
domingo, 21 de março de 2010
A menina que não sabia brincar
[para você, incondicionalmente]
Será que esse menino
que brinca de poeta,
jogando com as palavras,
balançando os corações das meninas,
tem o dom de perdoar?
Perdoar
o ceticismo e o medo
que aquela menina
tem de se apaixonar.
Será que esse menino
que brinca com o violão
vai entender aquela menina
com as dores que marcam seu coração?
Menina malvada
não sabe brincar,
pois anda desacostumada,
falando que não quer amar.
Perdoa,
menino trovador...
perdoa a menina medrosa
ela, às vezes, não sabe o que diz...
Abrace essa tola
e ela há de esquecer,
deixará de dar bola
para o medo de sofrer.
terça-feira, 16 de março de 2010
azul de bromofenol
ela por todos os lados
por todos os poros
na inspiração
na expiração
na transpiração
azul
azul céu de tempestade
azul céu de primavera
no vestido anil em que ela chega
no sopro celeste do minuano
que desmancha
o laço marinho de seu loiro cabelo anilado
a fita cai no colo dele
laça duas vidas
assim
simplesmente cárdeo
mas a água turquesa da chuva
confunde-se com a safira dos seus olhos castanhos
que somente veem a sombra cerúlea feita por ela
e a vida concentra-se
no sorriso envolto em azul
do rosto anil dela
segunda-feira, 15 de março de 2010
Vida
vai
chega
sai
anda
cai
levanta
ai...
aponta
fere
recua
sente
pensa
sofre
chora
parte
para
olha
longe
duvida...
sabe!
estuda
difere
encara
elide
dói
desvia
corrói
enfrenta
Vida!!!
sábado, 6 de março de 2010
osmitosemmim
meus joelhos doem
meus braços formigam
meus ombros carregam o peso do mundo
Atlas
meu corpo pede calma
minha mente pede paciência
meus rins não querem funcionar
minha alma pesa chumbo
Hefesto
tive vontade de saltar
tive ímpeto de voar
tive ânimo para calar
meus pulmões querem ar
Apolo
mas tudo é tão complicado
mas as coisas estão fora do lugar
mas talvez eu não queira mais o que queria
Éris
hoje espero por ar
por um pouco de sol
por nada que pese no pensamento
hoje só
a leveza e o ardor
do Amor
Eros
quinta-feira, 4 de março de 2010
quase
num céu quase limpo.
Na rua quase deserta,
uma alma vagando
oscilante
entre quase cheia
e quase vazia...
sábado, 27 de fevereiro de 2010
indigestão
e de se concentar em bobagens, mesquinharias e fofocas]
seu vizinho
seu colega
seu companheiro
indigestão
e destruição
para
palhaço
bailarina
músico
boneco
bruxa
maria
joão
leão
princesa
e inventor
todos dispostos a engolir o outro
sem antropofagia
sem glória
sem honra
eliminação total e desnecessária
se juntos formariam um
isolados formam nada
pó
sem palco
sem luz
sem som
sem público
sem palmas
silêncio total e absoluto
um espetáculo
que não provoca sentimento algum
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Relativizando
No rosto,
a neblina
encobre um sorriso.
Um sorriso que iluminaria o mundo.
Mundo que acabará em água.
Tempo é algo relativo,
às vezes,
para.
Para com dedos percorrendo cordas
de guitarra.
Saudades do violão.
Pela metade
com a cabeça na praia
ou na serra?
ou na capital?
ou no campo?
ou, quem sabe, na lua?
Espaço é algo relativo,
por vezes,
inexiste.
Dedos agora no teclado.
O monitor dispersa,
vagamente,
a chuva d'alma.
Será que chove lá?
Água desaba dentro dele
e engole o sorriso.
O sorriso que mudaria o mundo.
Saudades do violão.
Saudades do passado perfeito
_____[e também do imperfeito.
Saudades do futuro do passado.
Indicativo ou não.
E o dia chuvoso,
chuva lá
chuva aqui,
ele passa assim:
pela metade
separado de si mesmo
tentando se completar,
ora tocando
ora teclando.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Minha viagem particular e diária
para onde vão meus pensamentos?
Quando percebo
já viajei de um passado fantasioso
para um futuro tão hipotético
que fica evidente a impossibilidade de se realizar.
Por alguns poucos períodos
me esforço pra me fixar na verdade
na realidade que desfila diante dos meus olhos.
Sofro.
Choro
Prometo me controlar.
Parar de sonhar.
Mas logo depois estou novamente divagando
passeando
entre o sonho do passado
e a maravilha do futuro
não há como controlar o destino dessa viagem
e fatalmente me machuco novamente.
Assim sigo minha vida
com meus pés no chão
com minha cabeça na lua
com uma ferida aberta no coração.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Saudades
do seu toque
da sua voz
do seu olhar
Incompleta
como se
de repente
me desse conta
que esse tempo
em que a vida fluiu sem travas
sem convenções
naturalmente
não existiu
Hoje acordei com saudades
de um tempo
que eu nem sei se vivi
mas que permanece em mim
como um sonho bom
sábado, 2 de janeiro de 2010
Nas pontas dos dedos
Desenha o rosto, os olhos, quer levar esse olhar para sempre junto contigo. A boca. Sente por não haver como desenhar o beijo, o gosto daquela boca na sua. O queixo, a barba que começa a despontar e se enrosca no cabelo displicente dela.
Desenha o seu pescoço, o ombro, vai guardar a maciez da pele de seu peito, das suas costas, do seu rosto. Desenha seus braços, suas mãos, com suas marcas e suas cicatrizes.
O relógio é insistente e incessante.
Não pode perder tempo, é necessário guardar cada informação, cada desenho, cada centímetro, todas as marcas e toda cor.
Entretanto sabe que a a luta é dura e nula. Mais rápido de que gostaria, aproxima-se a hora da partida. Aproxima-se o tempo de ir.
Ela vai mas, à surdina, carrega o desenho daquele momento nas pontas dos dedos.
sábado, 12 de dezembro de 2009
No Império do Silêncio
Ledo engano.
Sua boca procura a nuca. O sonho lentamente vai se misturando com a realidade. As imagens chegam difusas. A figura dos olhos dele contribui para aumentar a confusão. O hálito quente em sua boca a desperta de vez. Ao alcance de suas mãos está o rosto, o peito, os braços, o corpo há pouco sonhado.
Não há palavras, não há barulho. No império do silêncio se desenvolvem os sonhos comunicados pelo olhar.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Numa cidade
você me disse
que numa cidade
ali
existe alguém
que me observa
que se atrai
que me atende
e que me disse
que numa cidade
distante
existiu alguém
que se interessou
que me viu
e que me disse
que numa cidade
em algum lugar
existiria alguém
que se importaria
e que uma vez
me diria....
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Volúvel
Minha alma é 100% água
é a água da tempestade
destrói tudo
varre muros e asfaltos
arranca árvores e carrega carros
para a vida de todos
é a água que evapora
e vaporosa forma nuvens lânguidas
vapor em todas as partes
em todos os lados
em todos os poros
é a água dos rios
fura pedras
se esconde em cavernas
se refaz
e surge de novo
vitoriosa
é a água da garoa
chora de mansinho
faz surgir um pequeno arco-íris
mas mal se sente a sua presença
é a água da piscina
represada
presa
servil
mas fatal
é a água da lágrima
corre pelo rosto inocente da criança
que logo a esquece
vai brincar
é a água do corpo
suado e moído pela força do trabalho
explorada
vendida
é a água da saliva
beijo apaixonado
esperado
totalmente entregue
totalmente vida
Minha alma é volúvel
Minha alma abraça o mundo
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Subjuntivo
Na certeza de não sentir
Tivesse forças
Para ir
Sair
Em paz
Com meus pensamentos...
Mas há dúvida
Entre servir
Ou partir.
Espero.
Meus sonhos
Em acalento.
Talvez a paciência
E um pouco de paz
Façam meu coração ferido
Pulsar novamente
No ritmo certo.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
no abismo
Ou se fico
A mão pega a caneta
E sobre o papel limpo
Solta o lápis
Os dedos correm sobre o teclado
O monitor em branco denuncia
Silêncio
As mãos
Os olhos
O coração
O corpo todo
Apenas espera
Não há voz
Nem aqui
Nem lá
Não vou
Não fico
Permaneço ausente
No abismo
Entre o nada
E o lugar nenhum.
sábado, 31 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Abusivo
Já lhe dei meu tempo
meu amor
minha atenção
meu latim
você me quis mais
pediu compreensão
pediu paciência
pediu tolerância.
Não sei não
mas acho que o valor já está abusivo.